domingo, 22 de agosto de 2010

Pensamento da Semana









"Faça tudo por amor ao Senhor, para a sua glória, para agrade-lo e para fazer sua santíssima vontade e Ele derramará sobre vós e sobre vossa casa as mais eleitas e copiosas bençãos."



(Santa Paula Elizabete Cerioli)

História de Santa Paula




1ª parte: A cidade









De qualquer lugar que se venha – de Brescia ou de Cremona, de Bérgamo ou de Milão – Soncino, uma cidade da planície cremonesa, se apresenta da mesma forma: fortes muros abraçando e protegendo a pequena cidade que os viajantes encantados tem uma sensação de tranqüilidade e segurança e, aos seus habitantes, um sentimento de força e de união.

Se assim parece, hoje a qualquer viajante, imagine o quanto devem ter sido importantes àqueles muros nos tempos de guerras, de ódio violento, de competição entre a república de Veneza e a de Milão. Imaginem também a água enchendo as fossas entorno dos muros, o seu encanto se torna agora bem maior.

Dentro destes muros, circundados por rios tranqüilos, se estabeleceu a nobre família Cerioli, provavelmente vinda do Piemonte. E como cada um de nós nasce de uma família, que acolhe e cresce em um país que lhe ensina o “abc” da vida, assim a história de Constancia Onorata – este é o nome de batismo da nossa Fundadora antes de ser chamada pela ‘segundo batismo’ – teve como teatro a cidade de Soncino.

No alto da Fortaleza pode imaginar a sua história através das suas construções: a magnificência da Fortaleza teatro de guerras intermináveis; a fortaleza antiga; lá em baixo os campos plantados, atravessados pelos pequenos riachos; as torres; as tecelagens; as Igrejas de São Tiago e de Nossa Senhora das Graças que, com o soar dos seus sinos, apontam horizontes.

Todo este mundo, fechado dentro dos muros como um abraço que protege e cuida ainda hoje a cidade com toda a sua gente. Também em Soncino as casas, as estradas, o ar falam de fé, de guerra, de amor juntamente ao passado, presente e futuro. Tudo isso está no coração dos seus filhos. Este é antes o cenário e o clima nos quais viveu a mulher de quem iremos contar a história.
TEMPO COMUM 21º Domingo Comum - Ano C








EVANGELHO – Lc 13,22-30
Naquele tempo,
Jesus dirigia-Se para Jerusalém
e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.
Alguém Lhe perguntou:
«Senhor, são poucos os que se salvam?»
Ele respondeu:
«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita,
porque Eu vos digo
que muitos tentarão entrar sem o conseguir.
Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta,
vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo:
‘Abre-nos, senhor’;
mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’.
Então começareis a dizer:
‘Comemos e bebemos contigo
e tu ensinaste nas nossas praças’.
Mas ele responderá:
‘Repito que não sei donde sois.
Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’.
Aí haverá choro e ranger de dentes,
quando virdes no reino de Deus
Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas,
e vós a serdes postos fora.
Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,
e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus.
Há últimos que serão dos primeiros
e primeiros que serão dos últimos»



MENSAGEM
Na perspectiva da catequese que, hoje, Lucas nos apresenta, as palavras de Jesus
são uma reflexão sobre a questão da salvação. A catequese é despoletada por uma
questão posta na boca de alguém não identificado: “Senhor, são poucos os que se
salvam?”
A questão da salvação era, na realidade, uma questão muito debatida nos ambientes
rabínicos. Para os fariseus da época de Jesus, a “salvação” era uma realidade
reservada ao Povo eleito e só a ele; mas, nos círculos apocalípticos, dominava uma
visão mais pessimista e sustentava-se que muito poucos estavam destinados à
felicidade eterna. Jesus, no entanto, falava de Deus como um Pai cheio de
misericórdia, cuja bondade acolhia a todos, especialmente os pobres e os débeis.
Fazia, portanto, sentido saber o que pensava Jesus acerca da questão…
Jesus não responde directamente à pergunta. Para Ele, mais do que falar em números
concretos a propósito da “salvação”, é importante definir as condições para pertencer
ao “Reino” e estimular nos discípulos a decisão pelo “Reino”. Ora, na óptica de Jesus,
entrar no “Reino” é, em primeiro lugar, esforçar-se por “entrar pela porta estreita” (vers.
24). A imagem da “porta estreita” é sugestiva para significar a renúncia a uma série de
fardos que “engordam” o homem e que o impedem de viver na lógica do “Reino”. Que
fardos são esses? A título de exemplo, poderíamos citar o egoísmo, o orgulho, a
riqueza, a ambição, o desejo de poder e de domínio… Tudo aquilo que impede o
homem de embarcar numa lógica de serviço, de entrega, de amor, de partilha, de dom
da vida, impede a adesão ao “Reino”.
Para explicitar melhor o ensinamento acerca da entrada do “Reino”, Lucas põe na
boca de Jesus uma parábola. Nela, o “Reino” é descrito na linha da tradição judaica,
como um banquete em que os eleitos estarão lado a lado com os patriarcas e os
profetas (vers. 25-29). Quem se sentará à mesa do “Reino”? Todos aqueles que
acolheram o convite de Jesus à salvação, aderiram ao seu projecto e aceitaram viver,
no seguimento de Jesus, uma vida de doação, de amor e de serviço… Não haverá
qualquer critério baseado na raça, na geografia, nos laços étnicos, que barre a alguém
a entrada no banquete do “Reino”: a única coisa verdadeiramente decisiva é a adesão
a Jesus. Quanto àqueles que não acolheram a proposta de Jesus: esses ficarão,
logicamente, fora do banquete do “Reino”, ainda que se considerem muito santos e
tenham pertencido, institucionalmente, ao Povo eleito. É evidente que Jesus está a
falar para os judeus e a sugerir que não é pelo facto de pertencerem a Israel que têm
assegurada a entrada no “Reino”; mas a parábola aplica-se igualmente aos
“discípulos” que, na vida real, não quiserem despir-se do orgulho, do egoísmo, da
ambição, para percorrer, com Jesus, o caminho do amor e do dom da vida.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)


1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 21º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.


2. FIÉIS DE TODA A PARTE.
As igrejas situadas em lugares turísticos acolhem, neste mês de Agosto, fiéis vindos
de toda a parte. No início da celebração, pode-se convidar os membros da assembleia
a dizer de que país ou de que região vêm e sublinhar que esta diversidade prefigura o
Reino.


3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das
leituras com a oração.


Grupo Dinamizador
Pe. Joaquim Garrido - Pe. Manuel Barbosa - Pe. Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010




O que é a Assunção de Maria?




A Assunção de Maria (ou a Assunção da Virgem) é a doutrina que ensina que depois da morte da mãe de Jesus, ela foi ressuscitada, glorificada e levada corporeamente ao céu. A palavra assunção vem da palavra latina que significa “levantar”. A Assunção de Maria é ensinada na Igreja Católica Romana e, em grau menor, na Igreja Ortodoxa Oriental.

A doutrina da Assunção de Maria teve início no Império Bizantino, por volta de século VI. Um banquete anual em honra a Maria cresceu e se tornou uma comemoração da morte de Maria, chamada de “Banquete da Dormição” (“ato de adormecer”). Conforme tal prática foi se espalhando para o Oriente, a ressurreição de Maria foi sendo enfatizada, e a glorificação do corpo de Maria, assim como sua alma, e por isso, o nome do banquete foi mudado para Assunção. Ainda é observado em 15 de agosto, como o era na Idade Média. A Assunção de Maria transformou-se em dogma oficial da Igreja Católica Romana em 1950 com o Papa Pio XII.


DOGMA DE ASSUNÇÃO
Dogma da Assunção refere-se a que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado ex cathedra pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".

O Novo Catecismo da Igreja Católica declara:
"A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos" (n. 966).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010


A Liturgia das Horas
e a Eucaristia


Pe. José Inácio Schuster


Há muito tempo, tanto a Eucaristia como a Liturgia das Horas foram chamadas sacrificium laudis, sacrifício de louvor.
"Te oferecerei um sacrifício de louvor, invocando teu nome, Senhor" (Sl 115,8). Desde antigamente, tanto a Eucaristia como a Liturgia das Horas foram chamadas sacrificium laudis, sacrifício de louvor, pois uma e outra tem na ação de graças e na atitude oblativa do louvor sua dimensão primária. Uma e outra, em cada féria, memória ou festa do Ano litúrgico, se unem intimamente na celebração de um mesmo mistério, e assim confluem em perfeita coincidência seus elementos bíblicos, orantes e espirituais. A Eucaristia e as Horas são assim as duas áureas coordenadas nas que se desenvolve dia a dia a vida do povo de Deus. Durante muitos séculos, as Horas litúrgicas, especialmente a matutina e a vespertina, foram as únicas celebrações cotidianas e comunitárias da Igreja local, enquanto que se reservava a assembléia eucarística para o domingo, as festividades, e certas férias de Quaresma e Têmporas. Agora, quando celebramos a Missa cada dia, a Eucaristia segue encontrando na Liturgia das Horas, como antes, seu perfeito antecedente e conseqüente diário. Assim os expressava Paulo VI: "A Liturgia das Horas se desenvolveu pouco a pouco até converter-se em oração da Igreja local, na que, em tempos e lugares estabelecidos, baixo a presidência do sacerdote, se convertia em um complemento necessário para que todo o culto divino contido no sacrifício eucarístico influísse e chegasse a todas as partes da vida dos homens" (Constituição Apostólica Laudis canticum).
1. O Mistério Pascal e a Liturgia das Horas.
"A obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, preparada pelas maravilhas que Deus obrou no povo da Antiga Aliança, Cristo o Senhor a realizou principalmente pelo mistério pascal de sua bem-aventurada paixão, ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão" (SC 5). A Páscoa contém, pois, tudo o que Deus fez para salvar o homem e restaurar na terra sua glória: primeiro foi, no Antigo Testamento, profecia ou anúncio; depois foi cumprimento em Cristo; e agora, na Igreja, se celebra em mistério, baixo os véus sagrados da liturgia. A paixão e morte de Jesus, sua ressurreição e a ascensão aos céus, esse é o Mistério Pascal, do que dia a dia vive a Igreja.
Por isso "a Igreja não deixou nunca de reunir-se para celebrar o Mistério Pascal, lendo quanto a Ele se refere em toda a Escritura, celebrando a Eucaristia, na qual se faz novo presente a vitória e o triunfo de sua morte, e dando graças a Deus [às Horas] pelo dom inefável em Cristo Jesus, para louvar sua glória pela força do Espírito" (SC 6).
O Mistério Pascal é a fonte e o cume de toda a vida cristã. É daí de onde flui toda vida cristã, pessoal e comunitária; e é aí onde encontra a existência cristã a plenitude de sua força e expressão. Neste sentido a Igreja diz que a Eucaristia (LG 11), e em geral toda a liturgia (SC 10), é fonte e cume da vida em Cristo.
Na Eucaristia se produz sem dúvida a atualização suprema do Mistério Pascal, a mais expressa, a que tem maior força cultual e santificante. Nela se faz presente e se representa a Páscoa do Senhor, sua morte e ressurreição. Nela Cristo morre realmente e verdadeiramente ressuscita, pois aquele único acontecimento sucedido faz vinte séculos, escapando a suas coordenadas espaciais e temporais, pela sagrada liturgia se faz agora de todo real in mysterio, quer dizer, no sacramento. A diferença fundamental é que agora Cristo, que se ofereceu sozinho ao Pai na cruz, se oferece agora no altar com todo seu Corpo eclesial.
Mas o sacrifício Eucarístico não é o único modo de representar e atualizar o Mistério Pascal, e a liturgia o sabe perfeitamente. No batismo e nos demais sacramentos não está a Igreja atualizando toda a potência cultual e santificante da morte e da ressurreição do Senhor? Na Liturgia das Horas, igualmente, é Cristo que, esta vez com sua Igreja, segue orando as grandiosas orações de sua Páscoa. Como na Ceia, segue recitando com seus discípulos os hinos e salmos, e prossegue sua grandiosa oração sacerdotal ao Pai, poderosa na glorificação de Deus e na intercessão pelos homens. Como no Getsêmani, continua orando com formidáveis clamores e lágrimas. Como na Cruz, como na ressurreição e ascensão aos céus... É o mesmo Cristo, o que nas Horas, através dos membros de seu Corpo, segue orando com palavras humanas. É Ele quem faz de seus fiéis instrumentos vivos de sua própria voz, e com eles glorifica ao Pai e suplica pelos homens (+OGLH 6; SC 83). E assim a Igreja no Ofício Divino atualiza o Mistério Pascal de Jesus Cristo, e não de uma maneira puramente evocativa ou espiritual, senão simbólica e sacramental.
2. A Eucaristia e a Liturgia das Horas são sacrifício de louvor
Sacrifício de louvor é uma profunda expressão bíblica (Sl 115, 13), cujo significado vale a pena meditar. As religiões naturais, em seus sacrifícios, fazem à divindade a oferenda de alguma criatura, para expressar assim a adoração, e obter determinados benefícios. Na Bíblia, pelo contrário, ainda que também existe o sacrifício ritual, o sacrifício primário é interior e espiritual: é o cumprimento da Lei divina, é a entrega incondicional da própria vontade, não de uma vítima substitutiva (Sl 50, 18; 49, 8-14; 39, 7). É também o sincero arrependimento pelos pecados: "Meu sacrifício é um espírito quebrantado, um coração quebrantado e humilhado tu não desprezas" (Sl 50, 19). Isto aprendeu Israel no exílio, na Babilônia, longe de Sião, quando não tinha nem sacerdote nem altar (Dn 3, 29-45).
No sacerdócio da Nova Aliança se expressa plenamente essa interioridade espiritual do sacrifício, que, por outra parte, não exclui o sacrifício ritual e corporal. Em Cristo é o mesmo sacerdote o que se oferece como vítima, em espírito e corpo -é o tema da Carta aos Hebreus-. E a verdade interior dessa preciosa oferenda, chamada a manifestar-se e a revelar-se em sinais certos, não só foi manifestada por Cristo em sua vida, sempre oferecida na fidelidade ao Pai, ou em sua cruz, onde se consuma a oferenda, senão também em sua oração. Com efeito, a oração sacerdotal de Cristo é verdadeiramente um sinal manifestativo, e não substitutivo, de seu espírito e vontade.
Portanto, a oração de Cristo é um verdadeiro sacrifício de louvor: "Suba para ti, Senhor, minha oração como incenso em tua presença, o levantar das mãos como oferenda da tarde" (Sl 140, 2; +Ex 29, 39; 30, 8). A oração de Jesus não será substituição do sacrifício, senão seu momento expressivo mais sublime. Recordemos, se não, as orações da Ceia, do Horto, da Cruz (Mt 25, 46s; 26, 39s; Jo 17, 1.5.17-19; Hb 5, 7; 9, 28; 10, 5-10; etc.). Estas orações são um verdadeiro sacrifício, não cruento ou material, senão espiritual, que Cristo faz de si mesmo para glória do Pai e salvação dos homens.
Pois bem, se a Igreja na Eucaristia diz ao Senhor: "te oferecemos, e eles mesmos te oferecem, este sacrifício de louvor, a ti, eterno Deus, vivo e verdadeiro" (Cânon Romano), ela mesma prolonga essa oferenda no Ofício Divino, unida a Cristo sacerdote: "Por meio dele oferecemos a Deus o sacrifício de louvor, isto é, o fruto de nossos lábios que bendizem seu nome" (Hb 13, 15; +Sl 115, 13; Os 14, 3; Jr 33, 11).
3. A Liturgia das Horas, anamnese da salvação
"A Liturgia das Horas estende aos distintos momentos do dia a recordação dos mistérios da salvação" (OGLH 12). É, pois, uma anamnese, continuação da que tem lugar na Eucaristia para dar cumprimento a vontade do Senhor: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22, 19; 1Cor 11, 24-25). O Ofício Divino é deste modo uma oração que expande a eficácia salvadora encerrada na Eucaristia, pois estende aos distintos momentos do dia não só a recordação do sacrifício do Redentor, senão também a oração mesma com a que ele se consagrou como vítima oferendada. E assim pode dizer-se que a Eucaristia é a pedra preciosa encrostada no anel de uma oração mais ampla, em cujo círculo constante se atualizam continuamente os distintos momentos da história salutar de Jesus.
4. A Liturgia das Horas, preparação para a Eucaristia
Toda a liturgia é uma permanente catequese espiritual, que educa ao crente e as comunidades cristãs na fé, que suscita as atitudes e disposições espirituais verdadeiramente cristãs, e que estimula a participação profunda nos divinos mistérios. Seus sinais são sacramentos da fé (SC 59), e não só iluminam aos fiéis em seu plano intelectual, senão que vão também configurando seus afetos, sentimentos e emoções (33-34).
Também a Liturgia das Horas, como não podia ser menos, é uma didascalia contínua de vida cristã, e ao mesmo tempo que é uma perfeita escola de oração, é sem dúvida a melhor preparação para a celebração Eucarística:
"A celebração Eucarística encontra uma preparação magnífica na Liturgia das Horas, já que esta suscita e acrescenta muito bem as disposições que são necessárias para celebrar a Eucaristia, como a fé, a esperança, a caridade, a devoção e o espírito de sacrifício" (OGLH 12).
Todas as Horas litúrgicas, como vimos, são eucarísticas, mas particularmente a hora das Vésperas, por sua coincidência com o momento em que Cristo instituiu o verdadeiro e único sacrifício da Nova Aliança (+OGLH 39).
A união de algumas horas do Ofício com a Missa, tal como está prevista (OGLH 94-99) expressa também em forma eloqüente o nexo profundo que existe entre a Eucaristia e a Liturgia das Horas. É uma união celebrativa que está prevista para casos particulares, não como una forma litúrgica habitual -ainda que às vezes se converteu nisto-. A OGLH assinala como únicas condições para tal união que a Missa e a Hora sejam do mesmo ofício litúrgico, e que isso não vá em detrimento da utilidade pastoral, "sobretudo no domingo" (93). Com efeito, a celebração por separado costuma ser no domingo mais conveniente, pois celebrando nesse dia as Laudes e as Vésperas com sua forma plena, pode assim o povo cristão participar nas duas Horas litúrgicas principais, tal como a Igreja o deseja (+SC 89a;100; OGLH 40).
5. A Liturgia das Horas, prolongação do Sacrifício Eucarístico
"A Liturgia das Horas estende aos distintos momentos do dia o louvor e a ação de graças, assim como a recordação dos mistérios da salvação, as súplicas e o gosto antecipado da glória celeste, que se nos oferecem no mistério Eucarístico, "centro e cume de toda a vida da comunidade cristã" (CD 30)" (OGLH 12). Deste modo, pelo Ofício Divino, todas as horas do dia se fazem eucarísticas, e a ação de graças da Missa, conforme ao afirmado nos prefácios, se oferece ao Pai "sempre e em todo lugar".
Nesta perspectiva, o Ofício Divino aparece como uma ação eminentemente sacerdotal, a que estão chamados não só os presbíteros, senão todo o povo de Deus, cuja identidade sacerdotal vem já determinada por sua incorporação batismal a Cristo sacerdote. E assim se cumpre também o que a III Oração Eucarística pede a Deus: que sejamos transformados em "oferenda permanente". Com efeito, "a função sacerdotal [de Cristo] se prolonga através da Igreja, que sem cessar louva ao Senhor e intercede pela salvação de todo o mundo, não só celebrando a Eucaristia, senão também de outras maneiras, principalmente recitando o Ofício Divino" (SC 83).
Já vimos como no Judaísmo os levitas, ao começar o sacrifício matutino e o vespertino, faziam soar suas trombetas, convidando ao povo a recolher-se na oração, para que a oração fizesse grato a Deus o sacrifício. Pois bem, também a Igreja é consciente da profunda vinculação existente entre a Eucaristia e as Horas. Pelo Oficio Divino, como na Eucaristia, mas esta vez em forma de oração, se atualiza a oferenda de Cristo ao Pai para a salvação do mundo, quer dizer, se continua, e assim se faz presente baixo a ação do Espírito Santo, a oração sacerdotal de Cristo ao Pai.



http://www.cnd.org.br/art/schuster/liturgiadashoras.asp

sexta-feira, 6 de agosto de 2010



INVOCAÇÃO À FUNDADORA

Santa Paula Elisabete, vós fostes uma filha dócil: suscitai em cada filho o desejo de ser dócil e submisso à vida e a Deus.

Ensinai-nos a sermos dóceis!

Santa Paula Elisabete, vós fostes uma mãe generosa: amparai cada mãe na generosidade para com os próprios filhos, para com todos.

Ensinai-nos a sermos generosos!

Santa Paula Elisabete, vós fostes uma Fundadora corajosa: ensinai-nos a escutar as invocações dos pequeninos sem futuro. Alcançai para nós a coragem de nos doarmos aos outros, sem reservas, e de nos confiarmos à vontade do Pai.
AMÉM

quarta-feira, 21 de julho de 2010




Estágio Vocacional em Peabiru







O Seminário Menor da Sagrada Família realizou o estágio Vocacional nos dias 17 e 18 de Julho do ano corrente, na cidade de Peabiru – PR. O acontecimento contou com uma intensa e descontraída programação, a qual tinha o objetivo de favorecer os jovens e adolescentes de escutar e acolher o chamado de Deus.

Os padres, religiosos e religiosas da Sagrada Família, no decorrer do ano, acompanham e incentivam jovens no discernimento vocacional. Entre outras atividades, organiza-se encontros onde se possibilita fazer uma experiência de Deus através da convivência fraterna e carismática na Congregação. Um desses encontros é o estágio vocacional, onde jovens de vários lugares do Brasil se encontram e condividem as suas vidas e aprendem sobre a vida de Santa Paula e a sua importância para a Igreja.

Neste ano o estágio vocacional aconteceu no Seminário Menor. E contou com a participação de 15 jovens, vindos de Assaí – Pr, Curitiba – PR, Luiziana – PR, Peabiru – PR e do Amambai - MS. O encontro foi organizado pelos religiosos e seminaristas dos seminários de Curitiba e Peabiru, com a animação dos Padres: Lucas, Massimo e Gerolamo.

O estágio teve duração de dois dias. Foi marcado por dinâmicas de entrosamento e animação, palestras sobre a temática da vocação e do carisma e espiritualidade da Sagrada Família de Bérgamo, bem como atividades recreativas e momentos celebrativos. Tudo isso iluminado pelo tema: “Vocês são sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13). E, num clima fraterno, as atividades foram encerradas com um delicioso almoço.